As raízes adamantinenses do jornalista Carlos Tramontina

De Adamantina para as telas de uma das maiores redes de televisão do mundo. O jornalista Carlos Tramontina conta sua trajetória à VOX, desde a vida simples na cidade até a carreira na Rede Globo, onde já apresentou os principais telejornais do país.

Ser berço de talentos, conhecidos no cenário nacional, e de pessoas que são destaques em suas profissões é orgulho para qualquer cidade. E para Adamantina não é diferente. Existem empresários, atletas, políticos, pessoas com diferentes atuações que nasceram ou foram criados na cidade e hoje despontam seus talentos para o Brasil ou o mundo.
Um destes profissionais com a carreira consolidada, que têm suas raízes em Adamantina, é o jornalista Carlos Alberto Tramontina. Recém completado 62 anos, em 11 de maio, o adamantinense é apresentador de sucesso em uma das maiores emissoras de televisão do mundo – a Rede Globo.

RAÍZES EM ADAMANTINA
A história de Tramontina teve início em 1956, no bairro do Mourão. Seus pais, Armando e Vanda Tramontina, se conheceram em Panorama, na beira do rio Paraná, quando foram, ainda jovens, trabalhar como professores em início de carreira. Lá, eles começaram a namorar.

Tempo depois se mudaram para a divisa de Adamantina com Mariápolis. “Quando nasci eles viviam numa casa simples, de madeira, com chão de terra em volta, e piso de cimento dentro da “residência”. Meus pais, aos poucos subiram na carreira do magistério, se tornaram professores e logo meu pai virou diretor. Quando iniciei o então curso primário nós já morávamos na cidade”, relembra.

Ele morou em Adamantina até os 11 anos de idade, onde completou a primeira fase de estudos. “Lembro da rua em que a gente vivia, de terra, com muita pedra. Eu vivia com os pés arrebentados porque o jogo de futebol no terrão sempre levava a machucá-los. Naquela época meu pai comprou seu primeiro carro, um fusca”.

Tramontina recorda ainda a época em que as plantações de café dominavam os campos de Adamantina, sua principal vocação econômica. “As enormes plantações pareciam não ter fim. Também me lembro muito da Igreja Matriz da cidade, imponente, lá no alto”, diz.
Nesta época, onde sua única preocupação era com os estudos, não imaginaria que se tornaria um dos principais jornalistas do país. “Os jovens ouviam que as melhores profissões eram as de dentista, médico, advogado, engenheiro ou professor. Cresci pensando nisso, mas o destino me levou para o jornalismo. A mudança aconteceu na adolescência e estou mergulhado nas notícias até hoje”.

“Quando eu morava em Adamantina não pensava em ser jornalista”.

Em 1967, o jovem Carlos mudou-se para Ibitinga (SP) juntamente com os pais, que queriam ficar mais perto de seus parentes em Sertãozinho (família de sua mãe) e Pirassununga (de seu pai). “Depois que deixei Adamantina poucas vezes voltei à cidade. Numa das ocasiões em que retornei, fui homenageado e assisti o desfile cívico-escolar no dia do aniversário de Adamantina. Foi muito lindo”, recorda.

Tramontina terminou o curso ginasial, em Ibitinga, e o colegial em Sertãozinho. Aos 17 anos, entrou para a faculdade de Jornalismo, na Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo. “Quando eu morava em Adamantina não pensava em ser jornalista. É claro que naquela época eu já demonstrava algum interesse e facilidade para falar, declamar e até cantar em público. Mas jamais poderia imaginar que um dia eu estaria profissionalmente numa das maiores redes de televisão do mundo. Meu interesse pelo jornalismo só apareceu mais tarde, quando fazia o curso colegial e, aí sim, tinha interesse pelo assunto, lia muito, e começava a perceber que a imprensa faria parte da minha vida de alguma forma”, comenta à VOX.

O adamantinense, sempre muito reservado em relação à sua vida pessoal, é casado com Rosana Tramontina, com quem tem dois filhos, Nathália e Caio, e vive em São Paulo. “Lembro sempre das minhas origens do interior. Me orgulho disso. Aliás, nós, caipiras, somos os responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de grandes centros, como a capital paulista”, pontua.

VIDA PROFISSIONAL
A vida profissional de Tramontina teve início na Rede Globo como estagiário recém formado. “Construí toda a minha carreira aqui na empresa. Durante muitos anos fui repórter de assuntos de cidade, depois passei para a área de meio ambiente, política. Depois me tornei apresentador”.

O jornalista já apresentou, em diferentes épocas ou em plantões de fim de semana, o Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Jornal da Globo. “Em São Paulo, fui editor-chefe e apresentador do Bom Dia São Paulo e SPTV primeira edição. Atualmente sou apresentador do SPTV segunda edição e editor-chefe e apresentador do Antena Paulista”. O Antena Paulista, inclusive, pode ser acompanhado pelos adamantinenses nas manhãs de domingo, na TV Fronteira.

“Ao longo desses anos transitei por todos os assuntos. Como repórter viajei, participei de grandes coberturas, como os enterros da cantora Elis Regina, do presidente Tancredo Neves e do piloto Ayrton Senna. Como apresentador penso que meu trabalho se consolidou a partir das coberturas eleitorais das quais participo desde 1984. A experiência entrevistando candidatos, acompanhando campanhas e mediando debates em muitas capitais ajudaram a consolidar a minha imagem”, afirma.

“Lembro sempre das minhas origens do interior. Me orgulho disso. Aliás, nós, caipiras, somos os responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de grandes centros, como a capital paulista”, pontua.

E, sobre as eleições, que estão chegando, o jornalista pontua que existe uma grande interrogação sobre o futuro: “o que vai acontecer?”. “Não tenho a mínima noção nem de quem será candidato, quanto mais de quem vai ganhar. Só penso que nós, eleitores, teremos uma responsabilidade gigantesca na hora de escolher. Nunca o voto foi tão importante. E eu espero que cada um de nós cumpra esse dever com a maior seriedade”, finaliza.

ALÉM DO JORNALISMO
Além de se dedicar ao jornalismo, Tramontina já escreveu três livros ‘Entrevista – histórias dos maiores apresentadores da tv brasileira’, de 1996; ‘A morada dos deuses – um repórter nas trilhas do Himalaia’, de 2004; e ‘Tietê – presente e futuro’, de 2011; e é um apaixonado por corrida de rua, marcando presença nas provas realizadas na capital paulista e até no mundo.

João Vinícius

Jornalista

Sem comentários

Responder

Seu email não ficará visível.

vox@gimpacto.com.br - 18 3522 1199 - Rua Euclides da Cunha, 4 - Centro, Adamantina - SP – CEP 17800-000