Pluralidade cultural brasileira

A Sala de Leitura foi um dos destaques da CASA COR Pará 2015. Assinada por Benedito Netto, ela mesclou alguns clássicos do mobiliário brasileiro com itens contemporâneos e referências à cultura indígena.

Sabemos que desde a colonização do Brasil, houve significativas mudanças no modo de vida e sobrevivência dos povos indígenas. O nosso intuito é relembrarmos o quanto ela contribuiu para a construção da identidade e o quanto eles merecem o nosso respeito e gratidão. Selecionamos através deste ambiente o que consideramos relevante inserido no contexto de arte de interior.

 

Patrimônio tangível e intangível dos Brasileiros

Produtos que fazem parte da diversidade cultural e da valorização da nossa arte.

 

A CADEIRA FAVELA – Foi desenvolvida pelos Irmãos Campana e lançada em 2001. Inspirada nos bairros periféricos da cidade de São Paulo.

POLTRONA MOLE  – Criada em 1957 por Sérgio Rodrigues à pedido do fotógrafo Otto Estupakoff. Deu ao mundo uma cadeira casual especialmente relaxante, que carrega o estigma “quem nunca se sentou, não sabe o que é”. O icone fez 60 anos no salão de Milão em 2017.

POLTRONA BOWL – Criada em 1951 pela arquiteta Lina Bo Bardi. Inspirada em forma de cumbuca de barro (tijelas utilizadas por Caiçaras). Ao se tratar de design ela se tornou uma criação única e moderna que reúne conforto, criatividade e sofisticação. Um projeto de expressão quando o mundo passava por fortes repressões culturais.

 

Significado dos traços Tupinambá

A arte da sociedade indígena Tupinambá deve ser entendido como o conjunto formado pelas iconografias, representações, estilizações e grafismos que compõem a sua cultura visual e que se inscrevem nas cestarias, nas cerâmicas, nas armas, nos objetos e também no próprio corpo, os quais se incorporam como elementos decorativos.

 

O GLAMOUROSO LUSTRE DO PALÁCIO DO ITAMARATY – Denominado “Revoada dos Pássaros” por Pedro Corrêa de Araújo foi esculpido em ferro, prata e bronze com cristais de rocha, lapidados em forma de discos encontrados na região da cidade Cristalina em Goiás.

O conjunto pesa 1.500 quilos e possui uma única lâmpada. O objetivo não é a iluminação do ambiente e, sim, a de sí mesmo.

 

INSTALAÇÃO UM LUGAR SAGRADO (2017), DE ERNESTO NETO PARA A 57ª BIENAL DE VENEZA – Esse ensaio anuncia seu projeto do Museu das Origens, no qual o moderno e o
contemporâneo mostraria a produção artesanal.

 

De cultura popular e indígena comporiam o grande diferencial de nossa cultura visual.

 

DO BRASIL PARA MILÃO – A luminárias Ouriço assinada por Angela Carvalho, Traduzem a originalidade e a ousadia do design brasileiro contemporâneo. Carregam a beleza de objetos únicos aproximando a natureza e a tecnologia. Feitos sob cuidados artesanais e respeito para com o meio ambiente.

Segundo o artista Francisco Brennand, idealizador da escultura “Coluna de Cristal” executada em comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, simboliza na sua verticalidade uma árvore encimada por uma grande flor elíptica, inspirada numa planta descoberta pelo paisagista Roberto Burle Marx.

 

Renomado escultor Geraldo Teles de Oliveira – GTO compõe figuras humanas formando mandalas. Dizia que sonhava com as esculturas e à partir de então as criavam. Por isso é conhecido como “o escultor dos sonhos”.

 

PEDRO J G LOPES
ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA
pg.lopes@yahoo.com.br

PEDRO J G LOPES
PEDRO J G LOPES

Escritório de Arquitetura

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