Talentos da dança

Vamos falar de arte! E para isso trazemos quatro histórias que mostram o quanto a dança é um elemento transformador. Artistas regionais contam suas trajetórias no ballet e a relação com a dança.

 

A dança surge de uma necessidade natural do homem em manifestar-se por meio do movimento do corpo. Ela é capaz de comunicar e exprimir sentimentos sem a necessidade de palavras.

Foi uma das primeiras formas de expressão da humanidade. O homem primitivo usava a dança como manifestação de sua expressão evolutiva. Depois dela vieram a música, fala articulada e enfim a expressão gráfica.

Ao longo da nossa evolução a dança se tornou cada vez mais presente na sociedade e a ela foram agregados outros elementos das artes como a música e a poesia. Desta fusão nasce o ballet.

O ballet clássico tem suas origens nas cortes da Itália, no período renascentista. Surgiu como uma forma de apresentação que envolvia atuação e movimentos para dar vida às histórias contadas. Chegou ao Brasil no início do século XX, com a vinda de professores e bailarinos, principalmente de nacionalidade russa. Aos poucos estes professores formaram as primeiras gerações de artistas e bailarinos brasileiros, dando assim, origem aos primeiros grupos e companhias de dança.

De lá para cá a dança se popularizou por todo o mundo, influenciou uma série de outros estilos e também se modernizou com o passar dos anos.
Quando pensamos em ballet é natural que nos lembremos de imediato dos grandes palcos, dos grandes teatros. A verdade é que estamos longe dos grandes centros e aqui a dança continua viva por conta do empenho e dedicação de profissionais e bailarinos que amam o que fazem.

Marina Gregolin, Fabiane Ortega Ricci, Rosânia Gonçalves e Guilherme Nunes são exemplos de que não existem limites para quem corre atrás de seus objetivos. Eles propagam arte por onde passam e provam que é possível trilhar um caminho de sucesso na dança.

O que une essas quatro histórias é a vocação que cada um deles sentia desde pequenos para a dança. Foi através do esforço que esses bailarinos alcançaram o sonho de se apresentarem em diversos palcos.

A grande verdade por trás das coxias é que o ballet profissional exige anos de dedicação psicológica e corporal, além de um treinamento, por vezes exaustivo. Apesar de ser uma manifestação artística esses artistas são verdadeiros atletas, dispostos a passar adiante todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos.

UMA VIDA DE DEDICAÇÃO
O contato com a arte sempre foi natural na vida de Rosânia Gonçalves, a tupãense é uma das figuras mais conhecidas da dança por toda a Alta Paulista e especialmente em Adamantina onde vive há quase 40 anos. Quando criança estudava piano no renomado Conservatório Villa Lobos de Tupã e foi lá, aos 12 anos de idade, onde deu seus primeiros passos no ballet.

Na época o conservatório abriu espaço para a professora de ballet Eliana Fanucchi que acabava de chegar de São Paulo. Rosânia foi uma das primeiras alunas daquela turma e conta que logo se identificou com a dança.

“Me apaixonei logo de cara pelo ballet e era muito dedicada. Desde o primeiro ano minha professora percebeu que eu levava jeito para a coisa, e começou a me preparar para dar aulas. Comecei dando aulas para as crianças, trabalhando como assistente para ela quando tinha 12 anos e desde então não parei mais. A minha carreira aconteceu naturalmente”, lembra.

Como bailarina viajou por todo o país se apresentando em diversos palcos e competições de dança. Os títulos são muitos! Ao longo de sua história como bailarina e professora ela acumulou prêmios.

Com o tempo a professora que incentivou e estimulou sua carreira trouxe o ballet para Adamantina também, da mesma forma que fez em Tupã. Primeiro tinha uma sala no conservatório de música da cidade e depois com o sucesso das aulas abriu o próprio espaço.

Quando Eliana voltou para São Paulo, Rosânia se mudou de vez para Adamantina e assumiu a academia que hoje leva seu nome.

“Eu assumi a academia de Adamantina em 1979. Tudo começou a tomar uma proporção tão grande que resolvi me mudar de vez para a cidade. O ballet vivia seu auge, eu começava a dar aula às 8 da manhã e ia noite adentro. Ao todo eram 11 aulas apenas de ballet por dia”, conta.

O ballet naquela época estava para as meninas como o futebol para os meninos. Fazia parte do que era considerado como “boas maneiras” na vida das jovens de classe econômica mais favorecida.

Vale recordar que outros tipos de atividades físicas não eram tão comuns naquele período. Academias de musculação quase não existiam principalmente no interior e essa era uma atividade designada apenas a homens.

“Me apaixonei logo de cara pelo ballet e era muito dedicada. Desde o primeiro ano minha professora, percebeu que eu levava jeito para a coisa”. Rosânia Gonçalves

Se hoje temos crossfit, treinamento funcional, musculação, zumba, ioga e exercícios derivados de lutas, nos anos 80 nada disso era comum, algumas dessas opções ainda nem existiam. Ou seja, o ballet era uma das poucas opções de atividades físicas e uma porta de entrada de uma vida saudável e regrada, visto que o comum era iniciar essa atividade nos primeiros anos de vida.

Com a chegada dessas modalidades a dança passou a ser deixada de lado neste cenário. “O ballet deu uma decaída depois que outras opções começaram a se popularizar. Natação, musculação e ritmos como Zumba. Nós profissionais da área tivemos que nos reinventar. Aos poucos encontrei professores e incluí atividades como ginástica localizada e academia de musculação”, explica.

Após anos sem ser considerado como primeira opção no quesito atividade física, hoje o ballet é procurado não apenas pela arte, mas por oferecer flexibilidade, disciplina e melhorar a qualidade de vida de quem o pratica.

“O ballet e a dança em si estão voltando a ocupar seu lugar. O ritmo se tornou financeiramente mais acessível. Além disso, os pais voltaram a reconhecer a importância dessa arte na vida das crianças. O que a dança faz para a postura de uma pessoa é impressionante. Um aluno de ballet sempre terá uma postura impecável e aprende desde cedo a ter responsabilidade com seus compromissos”.

São 47 anos de dedicação ao ballet, a academia de Rosânia que conta com professores especializados e excelente método de ensino é conhecida regionalmente por essa arte e acumula prêmios. Na recepção do local é possível notar seu prestígio. As paredes ostentam prêmios e certificados do piso ao teto.

“Cheguei a ter mais de 500 alunos de ballet e muitas das minhas alunas saíram do interior para seguir carreira na dança. Por onde nossa academia se apresentava trazíamos prêmios pra casa”, comenta orgulhosa.

A academia está nos preparativos para comemorar em 2019, seus 40 anos. A vida de Rosânia se mistura a própria história do ballet de Adamantina. Olhando para as fotografias dos inúmeros festivais e apresentações ela relembra com carinho do momento em que começou na carreira, ainda muito jovem.

“Algo que me emociona muito é ver as gerações passando por aqui. Mulheres que foram minhas alunas hoje trazem suas filhas para estudar comigo, isso não tem preço”. Rosânia Gonçalves

“Parece que as comemorações de 10, 20 e 30 anos foram ontem. Nesses momentos me vem tantas memórias. Algo que me emociona muito é ver as gerações passando por aqui. Mulheres que foram minhas alunas hoje trazem suas filhas para estudar comigo, isso não tem preço”, finaliza.

ESPALHANDO ARTE
Até onde um sonho te leva? Para a bailarina e professora Fabiane Ortega quando o sonho anda de mãos dadas à determinação a resposta é: para onde você desejar.

Aos 11 anos de idade ela teve a oportunidade de iniciar no ballet, mas Fabiane não descobriu a dança aos 11 anos, pelo contrário, ela já nasceu apaixonada por essa arte. Provavelmente quando criança não poderia imaginar o quão longe chegaria.

 

Sua jornada no ballet começou graças a uma bolsa de estudos, pela qual competiu com outros candidatos, em uma renomada academia da cidade de Tupã.
“Não tive oportunidade de estar na dança desde cedo porque quando criança isso era algo pra elite, muito caro. Comecei a estudar ballet através de uma bolsa, porém quando acabou o período dessa bolsa eu não tinha condições financeiras para continuar. Mas sabia que desistir não era uma opção”, conta a bailarina.

Decidida ela procurou por soluções para continuar no ballet e propôs auxiliar nas aulas em troca dos estudos. Sua mãe observando o interesse e dedicação da filha ofereceu costurar os figurinos da academia, dessa maneira ela conseguiu ir adiante.

Como a própria bailarina diz, desistir nunca foi opção. Ela tem um extenso currículo que só comprova seu empenho. É formada em Educação Física pela Esefap de Tupã, em ballet clássico pela Royal Academy Of Dance, tem pós-graduação em Fisiologia do Exercício de Dança e Consciência Corporal, além dos inúmeros cursos da área como jazz dance, sapateado, flamenco e dança do ventre.

A carreira como professora surgiu a partir de uma oportunidade em Osvaldo Cruz. “Já ajudava nas aulas da Academia de Artes Maria Cristina Cisneiro Dias, onde estudei, quando surgiu uma oportunidade para ensinar ballet em uma escola de Osvaldo Cruz. Lecionei nessa escolinha durante muitos anos e lá tinha uma pequena turma no período oposto onde desenvolvi um trabalho voluntário. Quando dei por mim já estava dando aulas há 15 anos”.

A bailarina seguiu adiante como professora e atualmente tem duas unidades de ensino que levam seu nome, uma em Tupã e outra em Osvaldo Cruz.
A jovem que entrou no ballet através de uma bolsa de estudos e se esforçou para continuar a trilhar este caminho multiplicou a oportunidade que recebeu. Há muitos anos faz a diferença na vida de jovens que assim como ela têm o sonho de viver na dança. Isso porque além dos alunos do particular, Fabiane também desenvolve um belo trabalho social com a dança.

Ao todo são 60 alunos de projetos sociais e ONGS que estudam em sua escola de Osvaldo Cruz. Lá eles aprendem a técnica clássica e uma modalidade denominada dança educação, onde a proposta é trabalhar a partir dos movimentos criados pelas próprias crianças.

“O que o ballet traz é grandioso demais para pontuar, não é apenas uma atividade física é algo transformador. As crianças que fazem ballet são proativas, disciplinadas e compromissadas”. Fabiane Ortega

“Eu acredito no trabalho social. Essas crianças que estão comigo terão outro olhar em relação à vida. Tudo que a dança proporciona, a responsabilidade, a sociabilização, tudo isso continua a me surpreender, pois realmente causa mudanças. Eu não divido as turmas entre projetos e particular, as crianças estudam todas juntas, isso é a arte, a união. Este tipo de trabalho faz bem ao outro e também me faz muito feliz”, conta.

Fabiane não deixa de ressaltar a importância que o ballet teve na sua vida e o quanto acredita no poder da arte. Ela explica que foi uma criança tímida e fechada e que vê muitas crianças com o mesmo perfil se transformando por meio da dança, assim como ela.

“O que o ballet traz é grandioso demais para pontuar, não é apenas uma atividade física é algo transformador. As crianças que fazem ballet são proativas, disciplinadas e compromissadas. Espero poder continuar a transmitir essa arte por muitos anos e fazer a diferença na vida das pessoas”.

EXPERIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS
A dança é uma das formas de arte que possibilitam um grande intercâmbio de experiências. Através dela é possível conhecer lugares distantes, pessoas e culturas diferentes das nossas. Que o diga Guilherme Nunes. Natural de Adamantina hoje o mundo é sua casa.

Fascinado pela dança ele iniciou seus estudos aos 12 anos com a professora Eveline Gualti, de quem se recorda com muito afeto. “Ela foi minha primeira professora de dança, e foi onde tudo começou, a partir daí não parei mais”, lembra.

Aos 14 anos se mudou para Campinas onde de fato deu início a sua carreira como bailarino profissional. Primeiro vieram os estudos de jazz e ballet clássico, técnicos e exigentes. Depois foi apresentado a sua grande paixão, o ballet contemporâneo.
“Eu digo que comecei a dançar quando fui pra Campinas, lá encontrei o suporte que precisava para minha preparação enquanto bailarino profissional. O estudo da dança é complexo, difícil e envolve muita técnica, o que é fundamental para se desenvolver nessa arte”, afirma.

Quando tinha 19 anos foi selecionado entre 350 pessoas durante uma audição para ir dançar em uma companhia de Veneza, onde ficou por oito meses. “Voltei de Veneza mais maduro, com mais experiência. Nessa época passei a ministrar aulas de dança contemporânea e voltei para a Packer Cia de Dança, onde tinha começado minha carreira”.

Desde então o jovem bailarino não parou mais. Entrou para companhias profissionais de dança, ganhou diversos prêmios como bailarino, coreógrafo e se apresentou em renomados palcos.

Em 2015 veio mais uma grande oportunidade, desta vez em Berlin, passou três meses se aperfeiçoando e quando voltou ao Brasil mudou-se para São Paulo.
Atualmente o adamantinense faz parte do corpo de ballet da Cia Druw e ministra aulas de dança contemporânea no estúdio Opus em Campinas, assim como ballet e dança contemporânea em outras escolas de São Paulo.

“Se aproxime da arte, procure estar em lugares onde a arte tem espaço. Não espere acontecer, vá de encontro ao seu sonho”. Guilherme Nunes

“Criei esse grupo de dança contemporânea na Opus em 2012, e mesmo morando em São Paulo vou até Campinas todo final de semana para trabalhar com eles. Lá tenho alunos dos 17 aos 57 anos, é simplesmente incrível o trabalho que desenvolvemos. Ganhamos diversos prêmios, muitos em primeiro lugar. Meu trabalho na Opus já me rendeu diversos prêmios de melhor coreógrafo”.

Quanto antes se começa na dança melhor. Porém, quanto mais jovens, mais inseguranças e dificuldades a própria idade traz. Além da dificuldade que a própria dança impõe, sabemos que poucos homens seguem carreira no ballet, e que nossa cultura muitas vezes olha com certo preconceito para os meninos que optam por esta carreira.

Guilherme começou muito jovem, na pré-adolescência, mas afirma que nunca se deixou abalar com o preconceito apesar de reconhecer que ele existe sim, principalmente em pequenas comunidades ou cidades mais tradicionalistas.

“Preconceito com o bailarino homem acontece sim. Eu particularmente nunca dei bola, sempre fui bem resolvido. Sou cheio de raça e nunca deixei que nada me atingisse”, conta aos risos.

Guilherme é prova de como a arte quebra barreiras geográficas e culturais. Aos jovens que assim como ele têm o desejo de seguir este caminho, sugere: “Se aproxime da arte, procure estar em lugares onde a arte tem espaço. Não espere acontecer, vá de encontro ao seu sonho”.

DISCIPLINA É A CHAVE E LEVA LONGE
Leveza, equilíbrio e flexibilidade são apenas algumas das habilidades exigidas de um bom bailarino. Essas são as qualidades que nós espectadores conseguimos observar ao assistir um espetáculo.

No entanto o que uma apresentação ao público não mostra é o trabalho que existe por trás de todo bom desempenho na dança. São horas de ensaios e anos de aprendizado absolutamente técnico para que um espetáculo chegue perfeito diante da plateia.
Ter disciplina é fundamental para um bailarino alcançar seus objetivos. É nisso que a professora, coreógrafa e bailarina Marina Gregolin acredita e coloca em prática em sua escola.

“Na minha casa sempre aprendi que sem disciplina não alcançamos nada na vida. Eu sempre fui muito aplicada na dança e na vida e minha proposta de ensino sempre foi baseada em disciplina”, conta.

Marina começou no ballet aos cinco anos de idade. Estudou com a professora Alice Teruel em Dracena e depois aos oito anos entrou para o Studio de Dança Leila Salle. Lá se identificou logo de cara com o jazz, uma forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso, mas nunca deixou de lado a técnica da dança clássica.

“A Leila foi uma professora que enxergou em mim um talento como bailarina, dentro da escola dela existia o Grupo Camafeu, no qual entrei aos 12 anos, a caçulinha. Esse grupo foi e é muito importante na minha história”.

Desde muito nova ela começou a viajar para concursos e apresentações. O gosto pela dança só aumentou com o passar dos anos, os resultados começaram a aparecer e ela sabia que tinha que seguir na arte.

“Procuro levar princípios e valores através da dança. A arte faz milagres e com ela podemos ser muito mais felizes”. Marina Gregolin

Quando chegou o momento de optar por um curso universitário não pensou duas vezes e foi atrás daquilo que sempre a realizou. Com o apoio dos pais se formou em dança pela FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e deu início a carreira longa e promissora.
“Meus pais sempre me apoiaram muito, minha mãe sempre foi da seguinte opinião: Faça o que você ama e faça bem feito”.

De volta a Dracena, foi convidada pela antiga professora a remontar e dirigir o Camafeu. A antes caçulinha do grupo começava uma nova etapa na vida de bailarina, agora como coreógrafa. “As coisas começaram a dar muito certo, viajávamos, tivemos ótimos resultados e conquistamos prêmios. Depois de dois anos trabalhando com a Leila ela resolveu se mudar para Londrina. Então resolvi abrir a minha própria escola que completou 20 anos”.

Desde o princípio Marina levou o ballet a sério, e conta que o começo de sua escola foi desafiador. “A minha proposta de ensino sempre foi baseada na disciplina, foi assim que aprendi e é assim que alcançamos resultados. Muitas pessoas falavam pra eu ir para um lado mais comercial, porém escolhi o caminho da qualidade”.

Os anos passaram e mostraram que a escolha de Marina foi a mais certa possível. E ao dizer que a disciplina leva longe, nós queremos dizer longe mesmo.
Durante uma apresentação onde ela tinha coreografado um musical, foi convidada por Fernanda Chamma, um dos nomes mais importantes do país quando se fala em musicais, a estudar um período em Nova Iorque.

Além disso, quase na mesma época o Camafeu também foi convidado a participar de uma seletiva para um concurso em Nova Iorque, e passou, foi um entre os 10 grupos brasileiros selecionados para representar o Brasil.

“Fui para Nova Iorque e lá passei 15 dias estudando na Broadway. Alguns meses depois voltamos com o grupo para competir e ficamos entre os 10 melhores da nossa categoria. Tudo foi uma grande conquista e um sonho realizado”.

Em 2014 o Camafeu participou novamente de uma seletiva agora com outra geração de meninas e novamente foi selecionado para ir aos Estados Unidos. Marina é reconhecida por seu talento para coreografar, seus espetáculos são sempre pensados minuciosamente desde a luz até o conceito final. Segundo ela, a qualidade alcançada vem da autocrítica e por achar que sempre pode fazer melhor. A verdade é que este dom para coreografar já rendeu a professora várias oportunidades.

“Há dois anos recebi um novo convite da Fernanda Chamma para trabalhar em uma de suas escolas Only Broadway. É um sonho, uma honra, mas é difícil largar tudo. Tenho meus filhos, minha escola e tudo que conquistei por aqui”.

Toda a exigência com ela mesma é perceptível no desempenho de alto nível na dança, sua flexibilidade e técnica. Mas o mais importante para a bailarina é a possibilidade que a arte traz para vida de quem escolhe este caminho. “Procuro levar princípios e valores através da dança, a arte faz milagres e com ela podemos ser muito mais felizes”, finaliza.

Maila Alves
Maila Alves

Editora/Jornalista

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