Três irmãs e uma paixão: cavalos

Em uma tarde de segunda-feira encontramos em uma fazenda no bairro Lambari, em Adamantina, três garotas com uma rotina diferente das demais meninas da mesma idade: elas tratavam os cavalos que poucos minutos depois seriam utilizados para prova de Três Tambores.


Enquanto os pais cuidavam dos afazeres da propriedade, Ana Carolina dos Santos, de 21 anos, Raiane Beatriz dos Santos (16) e Maria Fernanda dos Santos (9) – irmãs – se dedicavam ao treinamento da modalidade, que já trouxe inúmeras glórias à família.

A rotina, que mistura hobby, paixão e profissão, começou quando as três meninas ainda eram pequenas. Enquanto a mãe Magali de Souza Almeida Santos se preocupava com a pouca idade das pequenas, já que Ana começou a treinar com 5 anos, Raiane com quatro e Maria – 3 anos, o pai Denivaldo José dos Santos incentivava a paixão das garotas, herdada dele mesmo.

“Chegamos até aqui por causa de meus pais, que abriram mão de viagens de final de ano, de uma casa boa, do carro do ano, para investir em nós, nas competições. Nossa mãe Magali e nosso pai Denivaldo sempre fizeram de tudo para gente, são mais de 16 anos de estrada, de alegrias e derrotas.

“Meu pai sempre foi um grande amante dos cavalos, e nos incentivava ter esta paixão pelos animais. Porém, no começo era muito difícil por ser um esporte caro. Quando completei cinco anos, ele conheceu um centro de treinamento aqui em Adamantina, do Haga, e me colocou para aprender. Desde então, nunca mais parei. Fiz muitos amigos, aprendi muito, comecei a competir, marcando minha trajetória de vida”, conta Ana.

Raiane lembra que desde quando nasceu sua família já estava ligava ao mundo dos Três Tambores. “Minha estréia nesta modalidade aconteceu em 2.005, no rodeio aqui de Adamantina, quando tinha apenas quatro anos. Competi na noite de sábado, com as arquibancadas do poliesportivo lotadas e com apenas alguns dias de treinamento. Mesmo assim, conquistei o terceiro lugar. Desde então nunca mais parei”, relembra.


Já a pequena Maria, que mostra desenvoltura e simpatia dentro e fora das pistas, iniciou sua trajetória ainda mais cedo – com 3 anos. “Na época que nasci minhas irmãs já competiam por toda a região, então desde muito cedo já estava ligada aos cavalos. Em 2.012, competi pela primeira vez na Expo Verde, ficando em 5°lugar naquela noite. Já conquistei mais de 20 títulos na categoria Mirim até 8 anos. Atualmente corro em outra categoria – jovem até 12 anos, e já estou também conquistando vários títulos”, diz, toda orgulhosa.

Com o cavalo, que definem como melhor animal de estimação, se tornou uma relação de cumplicidade, que se resume em títulos. Juntas, elas já ganharam mais de 50 títulos, entre troféus, selas, dinheiro e outros prêmios.


“Chegamos até aqui por causa de meus pais, que abriram mão de viagens de final de ano, de uma casa boa, do carro do ano, para investir em nós, nas competições. Nossa mãe Magali e nosso pai Denivaldo sempre fizeram de tudo para gente, são mais de 16 anos de estrada, de alegrias e derrotas. A cada final de semana, em um lugar diferente, sempre tínhamos aquele importante incentivo para não desistirmos, essencial em nossas vidas”, destaca Ana.

“Quando completei cinco anos, ele conheceu um centro de treinamento aqui em Adamantina, do Haga, e me colocou para aprender. Desde então, nunca mais parei”.

Ela também recorda outro grande incentivador: seu primeiro treinador. “Se não fosse ele ter me incentivado e acreditado em mim, que eu era capaz, nada disso tinha ocorrido. Ismael Sanches foi o meu primeiro treinador e o homem que me ajudou a encontrar o amor pelos cavalos e pelo esporte, só tenho que agradecer”.

De hobby a profissão
E, algo que começou como um hobby se tornou algo profissional. Desde 2.012, Ana Carolina comanda um Centro de Treinamento de Equitação – 3 Meninas, local que passa os conhecimentos, cuidados e a paixão pelo esporte aos praticantes. “No começo era uma brincadeira de colegas de escolas, mas foi crescendo e acabou se tornando uma profissão. A finalidade é ensinar e mostrar como o esporte é saudável, pois trabalha com o corpo e a mente, além de conseguir reunir toda a família”.

O Centro de Treinamento iniciou com apenas cinco alunos. Mas, ao passar dos anos foi se consolidando e hoje possui uma filial em Osvaldo Cruz. “No começo atendíamos cinco alunos, porém já era o bastante para mostrar que era isso que eu queria. Ao passar dos anos, foram aumentando os praticantes, fomos melhorando a estrutura do Centro de Treinamento, e eu me encontrando com a profissão. Percebi que realmente estava na área que sempre sonhei.

Quando chegou este ano recebi uma proposta da Estância Sabia de abrir uma filial em Osvaldo Cruz. Foram muitas noites de sono perdidas, pensando se daria conta do recado, até que decidi aceitar. Então, em 4 de junho, inauguramos a nova unidade. Hoje, atendemos cerca de 50 alunos de todas as idades, desde os 3 anos até 50”.

O espírito das irmãs – de estarem sempre unidas – elas passam aos praticantes. “O objetivo do Centro de Treinamento é sermos uma família, e buscamos sempre ensinar valores aos nossos alunos: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Então, todos nós somos capazes de chegar ao lugar mais alto, basta acreditar em si mesmo e lutar”, enfatiza Raiane.


Três tambores

Os três tambores é uma prova de rodeio que traz charme e elegância para dentro da arena, pois é a única modalidade que tem participação feminina (homens também participam). Esta prova combina a habilidade atlética do cavalo e da amazona para contornar os três tambores, em um percurso triangular preestabelecido, no menor tempo possível.

Atualmente, a competição está presente na maioria dos rodeios. “Nos três tambores, os cavalos não precisam apenas ser rápidos, mas fortes, ágeis e inteligentes. Força e agilidade são necessárias para manobrar na menor distância possível. Um cavalo que consiga manobrar rapidamente e seguir os comandos com precisão, fará a prova em menos tempo”, finaliza Ana.

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