Ecoturismo: seja radical e sinta a emoção

Para quem gosta de atividades de aventura, arvorismo, tirolesa, escalada, cachoeirismo,
cicloturismo e outras estão no topo da lista. Você já pode incluir no seu próximo roteiro e viajar pela natureza da Alta Paulista. E aí, qual vai ser?

 

Essa é para quem gosta de viajar e se aventurar. Se você é daqueles aventureiros de plantão, adepto do ecoturismo ou simplesmente gosta de praticar esportes em contato com a paisagem natural, a Alta Paulista pode surpreender e a adrenalina é garantida.

A região tem vocação para o ecoturismo e muitos aventureiros já perceberam isso e saem juntos em busca de novas emoções. Uma das atividades praticadas por grupos independentes, por exemplo, é o ciclismo, esporte que melhora o condicionamento físico, equilíbrio e alivia o estresse. A bicicleta tem conquistado grande número de pessoas nos últimos anos e vários grupos já se formaram pelas cidades. Para os ciclistas, o fato de sair com amigos e o contato com a natureza motivam cada pedalada.

O cicloturismo é o passo seguinte de familiarização com a bike. E a bicicleta causa algo em comum nas pessoas: leva o ciclista a buscar algo a mais. A cidade fica pequena e a natureza começa a ser explorada.

E já deu para perceber: a comunidade de ciclistas está cada vez maior com grupos bem organizados. O esporte contribui para adesão de novos aventureiros, sendo a bicicleta um meio de transporte econômico e não poluente, que preserva o meio ambiente e melhora o condicionamento físico das pessoas.

Por isso, o cicloturismo não poderia ficar de fora dessa leitura pra lá de radical. A VOX conheceu o professor Douglas Bonato Morini, de Adamantina, que explora diferentes lugares utilizando uma bicicleta. E o aventureiro não está sozinho. Douglas pedala em grupo, que chega a 15 ciclistas para cada percurso.

Segundo o professor, o que não pode faltar para um ciclista são persistência e foco. Douglas experimentou dessas duas ações quando fez seu primeiro trajeto, que segundo ele, o mais radical. “Foi extremamente necessário para completar meu primeiro pedal com mais de 50 ciclistas, em Tupã com destino a Varpa. Tive que ser forte para completar o passeio, pois fiquei sozinho em alguns trechos, para ‘marinheiro de primeira viagem’, considero radical. Foi ótima experiência e com foco completei a prova e superei os obstáculos. Pedalar na areia é bastante desgastante”, revela.

O ciclista afirma que, apesar do esforço físico, pedalar em contato com a natureza, especialmente, causa uma ligação quase que mágica com as pessoas. “O contato com a natureza é algo intrínseco ao ser, é necessário para relaxar a correria da rotina da cidade, apreciar uma paisagem ou até mesmo assistir um pôr do sol, é revigorante, nos conectamos com nossa essência”.

 

Pedalar em grupo é uma prática de exercício físico e mental, além de desenvolver a socialização. No caso de Douglas, ele costuma estar sempre acompanhado. “Durante a semana e pela flexibilidade de horários, costumo pedalar em grupos de 2 a 4 ciclistas. Já nos finais de semana e feriados podem chegar até 15 ciclistas”, conta.

Na maioria das vezes o grupo faz o trajeto rural. “Quando chega temporada de chuva, aumenta a quantidade de pedais no asfalto. Nas semanas com temperaturas bem elevadas é comum o trajeto para as cachoeiras da região. Normalmente, são pedais mais longos, de 70 a 100 km”.

E ele já adianta que pretende ir mais longe praticando o cicloturismo. “Pretendo fazer o conhecido caminho da fé até Aparecida do Norte de bicicleta”.


MOUNTAIN

Quem também quer explorar outras paisagens e lugares é o estudante Matheus Bonato dos Santos, de Adamantina, adepto ao estilo Mountain Bike. Ele faz parte dos grupos que pedalam pela região. O ciclista conta que geralmente faz trilhas. Apesar de cansativo, ele usa a expressão indescritível para falar dos passeios. Dos percursos mais marcantes, a primeira prova de Mountain Bike em Osvaldo Cruz. “Considero a mais cansativa por ser a primeira e por ter subidas longas que renderam 1000m de elevação durante o percurso de 51 km”.

A cena do cicloturismo na Alta Paulista está em desenvolvimento, mas os ciclistas estão sempre em busca de novos desafios. A demanda por esse tipo de experiência é cada vez maior e os desafios ainda são muitos.

Para o estudante, a meta é pedalar na Serra da Canastra em Minas Gerais e ir além. “Um lugar com paisagens e trilhas sensacionais, tenho vontade também de pedalar na Chapada Diamantina na Bahia, e se sonhar não custa nada, conhecer algum dos parques apropriados para MTB (Mountain Bike) nos Estados Unidos”, planeja.

O grupo de ciclistas costuma estar mais completo aos finais de semana. Durante a semana, Matheus sai para pedalar sozinho. “Por conta da correria diária e por muitas vezes a falta de tempo tenho que pedalar sozinho”.

Para quem quer deixar a rotina e agitação urbana um pouco de lado, estar com o pé no pedal é uma boa escolha. “A sensação de se aventurar na natureza é indescritível. É isso que todo ciclista procura, depois de dias pesados na cidade, sair, explorar lugares diferentes, aliviar a tensão, não existe sensação melhor”.

A motivação para estar sobre duas rodas são a sensação de liberdade e os encantos da natureza. “São os dois principais. A liberdade, pois você pode ir para qualquer lugar, conhecer pessoas, fazer novas amizades e, principalmente, a natureza, os rios, lagos, árvores, tudo em um conjunto harmônico que transforma o que seria cansativo em prazer”, finaliza.

Por lazer ou esporte, ou pela saúde, a bicicleta pouco a pouco se torna parte da vida de muitas pessoas. Mesmo iniciante, Eduardo dos Santos Fatinanci, mais conhecido como “Lambari”, de Lucélia, conta que também decidiu investir no pedal. O professor de educação física e vereador começou a pedalar há pouco mais de 3 meses. E quem sai para pedalar uma vez sempre quer repetir, com Eduardo não foi diferente. Ele até conta os próximos planos. “Pedalo pela região próxima a Lucélia, estou adquirindo experiência. Participei de um evento em Osvaldo Cruz e já fui de Lucélia a Pacaembu. Estou me programando para um pedal de Lucélia a Santo Expedito com a galera e outros eventos que possam aparecer”, revela.

Ele conta que sempre gostou de pedalar, mas decidiu levar a modalidade mais a sério e até investiu na estrutura da bike para poder se aventurar por locais mais ousados. “Pedalar e sentir a energia da natura é sensacional”, completa.

 

Para quem está começando, Eduardo se mostra determinado. “Pretendo melhorar. E ir no Caminho da Fé com amigos, Aparecida do Norte. Se não for agora, de 2019 não passa”. Como a maioria dos ciclistas a preferência é pedalar com os amigos, mas nem sempre isso é possível. “Às vezes os horários não batem, então pedalo para manter o foco e o peso”, conta.

Apesar do lado esportivo, Eduardo enfatiza a saúde, o que leva muitas pessoas a pedalar. “O ciclismo é hoje meu investimento em saúde. Sempre pratiquei esportes, mas hoje o ciclismo é o esporte que devo praticar até atingir a idade sênior”, concluiu.

O cicloturismo é uma maneira saudável, econômica e ecológica de se fazer turismo, conhecer novos lugares ou explorar a natureza. Além disso, o ciclista adquire outras culturas e costumes das cidades visitadas. Mas não se esqueça: são necessárias precauções para não sofrer contratempos na estrada. O objetivo é que ocorra tudo de forma segura e tranquila. Deu vontade de pedalar? Escolha o destino e a rota que mais encaixam em seu preparo e coloque os pés no pedal para desbravar a natureza da Alta Paulista.

Além do ciclismo, outras atividades são praticadas por grupos ou individualmente. O fato é que, os aventureiros ou esportistas incentivam a busca pelo exercício ideal, algo que une prazer com prática diária de atividades físicas.

DESBRAVANDO A NATUREZA
Para apaixonados em desbravar a natureza, a região oferece diferentes opções para o próximo feriado, férias ou final de semana. E, sem sombra de dúvidas, o que não pode faltar é aquele misto de emoções. Adrenalina e paisagens bem preservadas são ingredientes do turismo de aventura que, por sinal, vale frisar: tem sempre caráter recreativo e não competitivo. As atividades em terra, água ou ar, exigem algum preparo físico e uma boa dose de coragem. Está preparado?

Então bem-vindo a Varpa, distrito de Tupã, conhecido por concentrar uma comunidade de imigrantes letos e por sua riqueza em recursos ecoturísticos. Encare a viagem como uma expedição, certo? Assim como o próprio nome diz, a Expedição Varpa é um prato cheio para quem gosta de explorar a natureza. Dentro do segmento de esporte aventura, os idealizadores do projeto, Marcos Ribeiro Júnior e Larissa Ribeiro, estão há 3 anos no comando da atração, que contribui com o valor histórico e turístico do distrito.

“As pessoas que nos procuram geralmente querem contato com a natureza, paz, descanso e também um pouco de emoção. Nossas atividades são recomendadas para todo tipo de público”, conta Marcos.

As atividades proporcionam momentos únicos, uma conexão com o verde, o som dos pássaros e das águas. “A principal atividade é a canoagem no Rio Pitangueiras. Visitamos quatro cachoeiras secretas em que o turista só tem acesso com guia e caiaque. Realizamos também camping, luau e até uma descida noturna onde a canoagem é feita apenas com a luz da lua, tornando o passeio inesquecível”, disse o criador da Expedição Varpa.

Todas atividades são monitoradas com instrutores preparados e qualificados. “Os grupos são formados a partir de duas pessoas e máximo 12 por descida, divididos em dois períodos. Não é necessário formar um grupo para fazer a reserva, a pessoa pode solicitar a vaga individual e participar com outros turistas”.

E quem não deixa de recarregar as energias com um passeio de caiaque por Varpa é o empresário Gustavo Gaspar, de Tupã. Ele também faz parte dos apaixonados pela natureza e aventura. E coragem não falta para o empresário, que fez o passeio sozinho. Para ele, quanto mais radical e desafiador, a sensação de vencer seus medos é maior.

Da experiência com a água para o topo das montanhas, Gustavo conta que uma das experiências mais desafiadoras vividas por ele foi a Trilha Salkantay, em Machu Picchu, um dos trekkings mais belos do Peru. Com aproximadamente 6.270 metros de altura, o monte Salkantay é uma dos picos nevados mais fascinantes, atraindo aventureiros do mundo inteiro.

Gustavo percorreu 86 km a pé, durante cinco dias, até chegar a montanha de 4.600 metros de altura. A trilha vai de Cusco a Machu Picchu. “Gosto de me aventurar, pois temos a sensação de superação pessoal e o contato com a natureza. Os momentos sozinhos me fazem refletir e pensar sobre a vida”, declara.
E o desafio não para por aí. O empresário pretende ir mais longe, ou melhor, mais alto. “Uma das aventuras que pretendo é seguir a trilha do acampamento à base do Everest”. Uau!!

CASAL AVENTUREIRO
Nos últimos três anos, Marcos Júnior (professor de educação física) e a esposa Larissa (psicóloga) resolveram largar a vida na cidade e investir neste sonho radical. “Hoje vivemos em tempo integral de nossas atividades e conseguimos a valorização de um local que há muito tempo havia sido esquecido. Nossa intenção não é apenas divulgar o turismo de aventura e sim resgatar a história e cultura locais. Desenvolvemos treinamentos empresariais e visitas pedagógicas, potencializando e fortalecendo ainda mais o nosso trabalho”, destaca.

Marcos está, de fato, no trabalho certo. Ele conta que pratica o remo desde os 16 anos. Já a esposa, foi convencida pelo marido dos prazeres da aventura assim que o conheceu, e logo entrou para o mundo da canoagem. Larissa gostou tanto que trocou a clínica pela vida na natureza.

FOTO WAGNER MARTINS

A viagem que mais marcou a vida do casal aventureiro foi no rio Capivara, em Paraguaçu Paulista. “Era um rio desconhecido para nós, pois fomos contratados para fazer o reconhecimento do local para um possível projeto de turismo. O rio nos presenteou com surpresas e tombos, onde tínhamos somente um ao outro. Foi uma experiência de quatro horas, emocionante”, lembra Marcos. “Nos consideramos aventureiros, a vida é uma aventura. Somos movidos por isso, novos desafios, novos cenários. É isso que nos move, essa conexão com a natureza, que nos inspira e nos faz bem. A minha dica é: acredite em seus sonhos e nunca pare de remar”.

FOTO WAGNER MARTINS

 

INVESTIR NO TURISMO DE AVENTURA, QUE TAL?
De olho no segmento e com objetivo de apoiar empreendedores, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae-SP, oferece apoio para quem busca investir nesse no turismo de aventura, que se tornou relevante no país.

“O Sebrae atua para promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno portes, inclusive do setor de turismo de aventura. O Brasil é referência e os pequenos negócios devem aproveitar esse potencial. Mas não adianta apenas entrar na onda e abrir uma empresa. É preciso se preparar e buscar as melhores oportunidades. O Sebrae pode ajudar por meio de capacitações e consultorias, além de produzir conteúdo específico sobre o setor”, explica o gerente regional do Sebrae-SP, José Carlos Cavalcante.

E se o empreendedor quer chegar no topo e fazer do seu negócio de fato, radical, não caindo em um buraco sem saída, antes de tudo é preciso planejamento. “Uma pesquisa do Sebrae chamada Causa Mortis mostra que o fechamento de empresas está relacionado a três fatores: planejamento prévio, gestão empresarial e comportamento empreendedor.

Ou seja, a falta do planejamento está diretamente ligada com a alta taxa de mortalidade das empresas. Quem planeja tem muito mais chance de sucesso porque corre riscos calculados e dificilmente é pego de surpresa. Outro ponto importante é buscar informações constantemente, pois é por meio delas que se melhora a gestão, faz-se uma leitura correta do mercado, detecta-se oportunidades e se entende o público-alvo”, alerta Cavalcante.

O Sebrae pode ajudar o empresário a se preparar em todos os pontos e fases do negócio, desde a materialização da ideia, produção do plano de negócio e estruturação da empresa, por meio de cursos, oficinas e consultorias de gestão nas áreas de finanças, marketing, administração e jurídico.

Em Adamantina, o posto de atendimento Sebrae Aqui está localizado na Alameda Fernão Dias, 396, dentro da Associação Comercial. A cidade faz parte da região atendida pelo Escritório Regional do Sebrae-SP Presidente Prudente.

“Para quem não tem tempo de se deslocar até o Sebrae, também mantemos canais de atendimento pelo telefone (0800-570-0800) e cursos de educação a distância (ead.sebraesp.com.br), além de muito conteúdo sobre turismo de aventura e gestão que podem ajudar o empreendedor, disponível em nosso site: sebraesp.com.br”, concluiu.

Drieli Biazom
Drieli Biazom

JORNALISTA

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