O nome que se tornou sinônimo de sofisticação e sucesso

Para todos aqueles que apreciam um belo ambiente e uma decoração sofisticada, ter o arquiteto Pedro Garcia Lopes assinando o trabalho seria um sonho realizado. O profissional, que atende desde empresários adamantinenses à banqueiros na capital, é um dos nomes mais conceituados em relação a arquitetura no Estado.
Diferentemente do que a maioria pensa, Lopes não vive mais em São Paulo do que em Adamantina. Segundo ele, faz visitas constantes mas mantém seus clientes na capital graças a internet – ferramenta esta que o mantém atualizado diariamente, pois recebe boletins com todas as novidades do ramo da Europa e Estados Unidos. “Tenho a vida que todo mundo sempre sonhou. Moro em uma cidade pacata, sem trânsito e stress do dia a dia, e tenho meus clientes espalhados em diversas cidades”, conta.
Para o arquiteto, o segredo de montar um ambiente sofisticado é buscar a personalidade de quem vive no local. “Não é necessário comprar peças de outro mundo, e sim saber utilizar quem sabe uma cadeira antiga, que tem história e valor sentimental para a família”, afirma.

“Não me enquadro em nenhuma categoria de arquitetos, seja ela por purista, modernista fundamentalista e muito menos de marqueteiros”, Pedro Garcia Lopes

Quando e como optou pela arquitetura? Conte um pouco da sua trajetória profissional.
Não optei pela arquitetura, mas acredito que ela sempre se fez presente na minha vida – quando criança no barro construindo tijolos e castelos, na adolescência pelo desenho que sempre achei a mais fácil expressão e hoje como profissional.
Graduei na FAUPUC Campinas em 1985, quando por motivos familiares voltei para Adamantina e comecei então a trabalhar na prefeitura como arquiteto. Trabalhei no projeto do terminal rodoviário, recinto poliesportivo, praças, creches e centros comunitários. Em 1988, concluí uma pós graduação na FAU USP, em seguida me tornei o diretor técnico da EMDA, e mais tarde cheguei à Secretaria de Planejamento. Foi, sem dúvida, o período de maior aprendizado e exercício que vivenciei, pois somente trabalhando para o coletivo, independente de classe social, alcancei uma grande satisfação profissional.
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Você é um dos arquitetos mais conceituados. O que você identifica como determinante para o sucesso do seu trabalho?
Não me enquadro em nenhuma categoria de arquitetos, seja ela por purista, modernista fundamentalista e muito menos de marqueteiros, que fazem qualquer negócio para estar em evidência. Acredito sempre que o cliente tem direito a um projeto que espelhe seus anseios e jeito de ser. É no meu trabalho de arquiteto que todas as paixões se convergem, pois o resultado é sempre um projeto vivo, fruto talvez da minha enorme curiosidade por tudo. Faço com amor e dedicação.
A maior parte dos seus clientes está fora de Adamantina, em grandes centros como São Paulo. Por que continuar em uma pequena cidade a 600 km da capital?IMG_9745
Não existe uma regra em relação aos clientes. Os números não exprimem verdade, pois aqui e na região é bem maior a quantidade de trabalhos do que em São Paulo. Mas o fato de trabalhar lá, onde o mercado é mais competitivo, é que gera este tipo de comparação. Hoje com a internet, ficou mais fácil e me acostumei com esta realidade, pois tenho a possibilidade de participar constantemente das atualizações do mercado no grande centro. Digo sempre que tenho a vida que todos gostariam ter, vivo na tranquilidade do interior, ganhando informações e recursos culturais e econômicos do grande centro.

“Não é difícil renovar-se sempre, mas é necessário para isso disciplina, estudo, informação, ser muito observador, atento e ligado em tudo que acontece”,
Pedro Garcia Lopes

Você busca originalidade e personalidade em tudo o que faz. É difícil renovar-se sempre?
Não é difícil renovar-se sempre, mas é necessário para isso disciplina, estudo, informação, ser muito observador, atento e ligado em tudo que acontece. Essas são as minhas referências. Tudo o que vejo, de um filme a uma planta na natureza, filtro e transformo em arquitetura e decoração. Meu processo de criação é constante.
É possível decorar sem gastar muito? Por onde começar e no que vale a pena investir?
Sim, pois decorar nada mais é do que imprimir sua personalidade a um espaço, seja através de objetos, adornos, cores e texturas, onde o bom senso e equilíbrio se fazem necessários. Sempre vale a pena investir em bem estar! Cada um tem uma necessidade e deve começar pela sua escala de prioridade pessoal, seja uma cadeira, uma rede, uma estante de livros, um quadro ou um tapete. Admiro sempre quem consegue caracterizar sua história no seu ambiente, não fazendo de sua casa uma vitrine de loja.
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É comum querermos incluir sempre peças novas na decoração. Qual o momento de parar?
Nossa casa deve ser o reflexo da nossa alma. Busque sempre a essência do que está fazendo, esteja embasado. Procure contar com dicas e conselhos de quem é do meio, imponha sua personalidade, assim conseguirá um espaço sempre positivo e equilibrado. Quanto a hora de parar, sem dúvida é quando se alcança o resultado pretendido, como um artista defronte a uma tela.
Para aqueles que querem ter um ambiente moderno e bonito, mas não contam com a ajuda de um arquiteto, qual conselho você daria?
Lembre-se sempre que o luxo máximo está na simplicidade, isto é uma lição que propago para sempre – base da minha vida profissional e pessoal.

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